O presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, anunciou na quinta-feira (9) a composição de cinco grupos de trabalho que têm como objetivo reformar a instituição financeira dos Estados Unidos. Entre os integrantes, destaca-se Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central do Brasil, que liderará o grupo responsável pela comunicação. Fraga trabalhará em parceria com Mervyn King, que foi presidente do Banco da Inglaterra, e Peter Fisher, que atuou como diretor do Fed em Nova York e atualmente é pesquisador na Universidade de Washington.
Além de Fraga, a lista de nomeados inclui importantes figuras do setor financeiro e acadêmico, como o investidor em criptomoedas Marc Andreessen, Raghuram Rajan, ex-presidente do Banco Central da Índia, e Thomas Sargent, laureado com o Prêmio Nobel de Economia. A diversidade de expertises vislumbra a intenção de modernizar a atuação do Fed, que enfrenta desafios significativos no cenário econômico atual.
Warsh, que assumiu a presidência do Fed em maio após sua nomeação pelo presidente Donald Trump, enfatizou a necessidade de adaptação da instituição às mudanças econômicas observadas nas últimas décadas. “A economia dos EUA mudou significativamente na última geração, e nunca tanto quanto agora”, afirmou Warsh, expressando sua satisfação pela participação de especialistas reconhecidos em projetos de reforma.
A escolha de Warsh para liderar o Fed foi recebida com certa desconfiança por alguns setores, especialmente devido à pressão exercida por Trump sobre seu antecessor, Jerome Powell, para a redução das taxas de juros. A confirmação de Warsh pelo Senado americano foi a mais apertada na história, com 54 votos favoráveis e 45 contrários, refletindo a polarização em torno de sua nomeação.
Com a formação destes grupos de trabalho, o Fed busca promover uma reestruturação que possa aprimorar sua capacidade de resposta às demandas econômicas contemporâneas, fortalecendo sua relevância em um ambiente financeiro em constante transformação.




