O governo da Argentina anunciou que passará a designar a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã como organização terrorista. A decisão foi divulgada em um comunicado que menciona o atentado à Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) em 1994, que resultou na morte de 85 pessoas, e o ataque à Embaixada de Israel em Buenos Aires, em 1992, que deixou 29 mortos.
A Sala II do Tribunal Federal de Cassação Criminal atribuiu ao Irã a responsabilidade pelos atentados, que foram executados pelo grupo terrorista libanês Hezbollah, aliado do regime iraniano. O governo argentino afirmou que as investigações judiciais e trabalhos de inteligência indicaram a participação direta de altos funcionários do regime iraniano e da Guarda Revolucionária.
Como resultado dessa designação, tribunais argentinos emitiram alertas vermelhos da Interpol contra vários cidadãos iranianos, incluindo o ex-ministro da Defesa Ahmad Vahidi, agora chefe da Guarda Revolucionária. O governo argentino destacou que essa medida permitirá a aplicação de sanções financeiras e restrições operacionais contra a Guarda Revolucionária na Argentina.
O presidente Javier Milei declarou que a decisão visa reparar uma dívida histórica de mais de 30 anos com as famílias das vítimas dos atentados e reafirma o compromisso da gestão na luta contra o crime organizado e o terrorismo. Com essa ação, 18 países e a União Europeia consideram a Guarda Revolucionária do Irã uma organização terrorista, seguindo o exemplo de Equador e Paraguai na América do Sul.




