Neste domingo (7), André Ventura, líder do partido Chega, divulgou um vídeo em suas redes sociais, onde faz um apelo ao governo de Portugal para que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam classificados como organizações terroristas. A solicitação ocorre poucas dias após os EUA terem adicionado essas facções brasileiras à sua lista de Organizações Terroristas Estrangeiras.
Na gravação, Ventura argumenta que tanto Portugal quanto Brasil estão permitindo que o PCC e o CV, que ele descreve como organizações terroristas compostas por narcotraficantes internacionais, operem livremente em seus territórios. "Portugal e Brasil estão dando espaço para que o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho atuem em seus territórios com total liberdade", afirmou o político.
O líder do Chega menciona que as atividades dessas organizações em Portugal incluem lavagem de dinheiro e homicídios rápidos. Ventura critica o governo atual por sua suposta omissão em relação aos crimes do PCC e do CV, afirmando que o país está permitindo a expansão do crime organizado por medo de enfrentá-lo. Ele citou os EUA e nações vizinhas ao Brasil como exemplos que deveriam ser seguidos na designação dessas facções como terroristas.
No vídeo, Ventura também apresenta um trecho de uma entrevista com Luís Neves, ministro da Segurança Interna de Portugal, realizada durante o Fórum de Lisboa. Neves, ao ser questionado sobre a decisão dos EUA, declarou que Portugal não deve seguir o mesmo caminho da administração americana, ressaltando que existe uma diferença conceitual entre crime organizado e terrorismo. Para ele, o crime organizado é impulsionado por lucros, enquanto o terrorismo é motivado por ideologias e políticas.
Diante disso, o ministro de Segurança Interna afirmou que, por ora, Portugal não irá classificar o PCC e o CV como organizações terroristas, mantendo sua posição distinta em relação à categorização proposta pelos EUA.




