O desempenho de Lionel Messi nas Copas do Mundo sempre gera discussões acaloradas entre os amantes do futebol. Recentemente, Messi alcançou a marca de 200 jogos pela seleção argentina, somando 16 gols em Copas do Mundo, o que igualou um importante recorde. Sua atuação contra a Argélia, onde marcou um hat-trick, foi elogiada, mas destaca-se que sua trajetória em mundiais possui lacunas em relação a vitórias sobre seleções historicamente grandes.
Ao longo de seis edições da Copa do Mundo, Messi não conseguiu vencer uma seleção tradicional em tempo regulamentar. Em 2014 e 2022, contra a Holanda, sua equipe obteve a vitória apenas nas cobranças de pênaltis. Na final de 2022, a Argentina empatou em 3 a 3 com a França, necessitando, novamente, recorrer à disputa de pênaltis. Embora seleções como Bélgica e Croácia tenham se destacado em suas gerações, elas não possuem o mesmo peso histórico que outros times no cenário do futebol mundial.
A comparação com Pelé, um ícone do esporte, torna-se inevitável. Durante a Copa do Mundo de 1970, no México, Pelé liderou o Brasil em uma campanha magistral, vencendo a então campeã mundial Inglaterra por 1 a 0 e derrotando o Uruguai na semifinal por 3 a 1, antes de conquistar o título com uma goleada de 4 a 1 sobre a Itália na final.
O legado de Pelé nas Copas do Mundo é notável. Em sua primeira participação, em 1958, com apenas 17 anos, ele fez um hat-trick contra a França na semifinal e ainda marcou dois gols na final contra a Suécia, anfitriã do torneio. A trajetória de Pelé se destaca não apenas pelas vitórias, mas pela consistência, já que em quatro Copas, ele perdeu apenas uma partida, em 1966, em um jogo onde foi alvo de agressões em campo.
Por outro lado, a história recente de Messi em mundiais conta com algumas decepções. Em 2010, a Argentina foi goleada pela Alemanha, resultado que ainda provoca lembranças dolorosas na torcida. Em 2018, o time não conseguiu vencer a Islândia, seleção estreante, em um empate frustrante. Esses resultados alimentam um debate sobre sua capacidade de elevar o desempenho em momentos decisivos, especialmente quando confrontado por seleções de peso.
Assim, à medida que se aproxima a próxima Copa do Mundo, prevista para 2026, a expectativa em torno de Messi e seu legado nas Copas do Mundo continua a ser um tema de intenso debate entre os fãs e analistas do futebol. Os desafios que ele enfrenta em sua carreira internacional reafirmam a necessidade de conquistas mais expressivas em um torneio que já lhe foi esquivo por diversas razões.




