Na quarta-feira (3), o dólar fechou em alta de 1,15%, com a cotação alcançando R$ 5,0665. Em contrapartida, o Ibovespa teve um desempenho negativo, caindo 2,22% e encerrando o pregão aos 170.331 pontos. O movimento do mercado é atribuído ao anúncio de novas tarifas propostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, além das incertezas nas negociações entre EUA e Irã.
O governo dos EUA anunciou uma sobretaxa adicional de 12,5% para produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Essa nova tarifa se soma à de 25% divulgada um dia antes e ainda aguarda implementação. A investigação conduzida por Washington aponta que o Brasil e outros países não implementam mecanismos adequados para evitar a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado, o que, segundo os EUA, gera concorrência desleal para empresas e trabalhadores americanos.
De acordo com estimativas do governo brasileiro, a carga tarifária total pode chegar a 37,5% caso ambas as medidas sejam efetivadas. Essa possibilidade gerou cautela entre os investidores, resultando em pressão sobre os ativos domésticos. Além disso, a situação internacional também impactou o mercado financeiro, com declarações conflitantes de autoridades dos EUA e do Irã, o que intensificou as incertezas sobre as negociações entre os países.
A instabilidade no cenário internacional impulsionou os preços do petróleo, com o barril do petróleo Brent fechando próximo de US$ 98 e o WTI superando os US$ 96. A valorização da commodity contribuiu para uma maior aversão ao risco nos mercados globais. No acumulado do ano, o dólar apresenta uma queda de 7,69%, enquanto o Ibovespa ainda mantém uma valorização de 5,71%, mesmo com o recuo observado na sessão atual.




