O Departamento da Guerra dos Estados Unidos atualizou, nesta segunda-feira (8), sua lista de empresas militares da China, incluindo nomes significativos como a Alibaba e a fabricante de veículos elétricos BYD. Essa lista, que foi criada em 2021, agora conta com 188 empresas que o Pentágono acredita estarem ligadas à indústria militar chinesa, o que implica em restrições, como a proibição de firmar contratos de defesa com os EUA.
A Embaixada da China nos Estados Unidos manifestou sua insatisfação com a inclusão dessas empresas, acusando o Departamento da Guerra de “extrapolar o conceito de segurança nacional e criar listas discriminatórias para perseguir empresas chinesas”. Essa crítica reflete um crescente descontentamento com as medidas que os EUA têm adotado em relação a companhias chinesas.
Em resposta à sua inclusão na lista, a Alibaba afirmou que não é uma empresa militar e não faz parte de qualquer estratégia que una forças armadas e civis. A Baidu, outra empresa mencionada, também se manifestou, considerando a sua inclusão como “totalmente infundada”.
A BYD, por sua vez, repudiou a categorização e anunciou que tomará medidas para proteger seus direitos e interesses por todos os meios administrativos e legais disponíveis. A resistência dessas empresas à classificação sugere um potencial aumento das tensões comerciais entre os EUA e a China.
Com a atualização, as autoridades americanas reforçam seu compromisso em monitorar e restringir a atuação de empresas que possam ter ligações com a segurança nacional. Contudo, as respostas das empresas chinesas e da Embaixada indicam que esse movimento pode gerar um embate maior entre as duas potências, ampliando a discussão sobre o papel das empresas no cenário militar e econômico global.




