O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, enfrentará um julgamento no Tribunal do Júri pela morte do fiscal tributário aposentado Roberto Carlos Mazzini. O falecimento de Mazzini ocorreu em março deste ano, na capital do Mato Grosso do Sul. A decisão que remete o caso para análise dos jurados foi proferida pelo juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri.
Na sentença de pronúncia, divulgada na última sexta-feira (26), o juiz concluiu que existem evidências suficientes que justificam a apreciação do caso por um júri popular. Garcete considerou que há provas da materialidade do crime e indícios que apontam para a autoria por parte de Bernal, o que torna necessário o julgamento popular. Essa decisão, no entanto, não implica em uma condenação, mas reconhece a relevância do caso para ser avaliado por jurados.
Alcides Bernal é acusado de homicídio qualificado, com agravantes como motivo torpe, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, a acusação destaca que Mazzini tinha mais de 60 anos, o que pode resultar em um aumento da pena. O ex-prefeito também enfrenta acusações de porte ilegal de arma de fogo e invasão de domicílio.
O Ministério Público alega que o crime ocorreu em um contexto de disputa por um imóvel na Rua Antônio Maria Coelho, que havia sido adquirido pela vítima em um leilão. Segundo a acusação, Bernal teria agido motivado pela insatisfação em relação à perda da propriedade. Durante a fase de instrução do processo, a defesa de Bernal alegou que o ex-prefeito agiu em legítima defesa e solicitou sua absolvição, contestando a versão dos promotores.
Desde o final de março, Alcides Bernal encontra-se preso preventivamente. A Justiça ainda não definiu a data em que ocorrerá o julgamento pelo Tribunal do Júri, deixando a expectativa em aberto sobre os próximos passos do processo.




