Neste domingo, Rússia e Ucrânia se acusaram de infringir a trégua pascal de 32 horas, que teve início às 16 horas de Kyiv. Kyiv alegou quase 2,3 mil violações por parte dos russos, enquanto Moscou afirmou que os ucranianos cometeram cerca de 2 mil infrações. A trégua, que expira à meia-noite deste domingo, coincide com as celebrações da Páscoa ortodoxa em ambos os países.
O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia informou que, até às 7 horas (horário local), foram registradas 2.299 violações do cessar-fogo, incluindo 28 ataques inimigos, 479 bombardeios de artilharia, 747 ações com drones kamikaze Lancet e Molniya e 1.045 ataques com drones FPV. No entanto, não houve relatos de ataques com mísseis ou bombas aéreas guiadas durante esse período.
Veículos de comunicação da Ucrânia, como o jornal Ukrainska Pravda, relataram que três profissionais de saúde ficaram feridos ao serem atingidos por um drone russo que atingiu uma ambulância em Sumy. Além disso, analistas da plataforma DeepState afirmaram que, uma hora e meia após a trégua, um drone FPV russo matou uma equipe de evacuação que tentava resgatar soldados feridos na região de Huliaipilske.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, não fez menção às violações durante seu discurso noturno, no qual reiterou a necessidade de prorrogação da trégua. O Ministério da Defesa da Rússia, por sua vez, afirmou que desde o início da trégua foram detectadas 1.971 violações do cessar-fogo.
Zelensky havia solicitado uma trégua nas datas festivas nas últimas semanas, mas a Rússia não havia respondido até dois dias antes da trégua. Ambas as partes alertaram que reagiriam de forma simétrica a possíveis infrações.
O Kremlin ressaltou que a trégua se restringe à Páscoa ortodoxa e tem caráter humanitário. Historicamente, o presidente Vladimir Putin já havia declarado tréguas temporárias, enquanto Zelensky propôs tréguas de 30 dias.




