O acordo de paz que foi anunciado por Donald Trump no dia 14 enfrenta uma série de resistências que comprometem sua viabilidade. O Irã já manifestou a intenção de cobrar taxas no Estreito de Ormuz, enquanto Israel declarou que não se retirará do Líbano, levantando dúvidas sobre o compromisso que deve ser formalizado na Suíça nesta sexta-feira.
Esse acordo inclui a reabertura do Estreito de Ormuz sem a cobrança de pedágios, além do fim do bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos. Em contrapartida, uma negociação de 60 dias será realizada, focando no enriquecimento nuclear do Irã e na eliminação de urânio. Os Estados Unidos também estão considerando a redução de sanções econômicas e a liberação de fundos iranianos que estão congelados no exterior.
O Estreito de Ormuz é uma rota marítima crucial, através da qual circula 20% do petróleo mundial. Nos últimos meses, o Irã bloqueou essa passagem em decorrência de tensões no conflito. Embora o acordo proposto por Trump ofereça trânsito livre e sem custos, o governo iraniano já indicou que pretende implementar taxas por serviços como navegação e proteção ambiental após um período inicial de 60 dias, o que gera descontentamento entre os americanos.
Em resposta, o governo de Benjamin Netanyahu afirmou que não está vinculado ao acordo de Trump e que Israel não abandonará suas zonas de segurança no sul do Líbano, áreas conquistadas em confrontos anteriores com o Hezbollah. Para Israel, a proposta atual não assegura sua segurança nacional, e o país promete manter sua capacidade de defesa em caso de ataque iraniano.
O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, atribuiu a resistência israelense à disseminação de informações errôneas pela mídia estatal iraniana. Vance argumenta que o acordo contribuirá para uma maior segurança na região e informou que o texto oficial deve ser divulgado ainda nesta semana, antes da cerimônia de assinatura na Suíça.
O pacto prevê uma trégua e um período de dois meses para que as partes discutam o futuro do programa nuclear iraniano. O conflito atual teve início em fevereiro, quando surgiram preocupações de que Teerã estaria se aproximando da capacidade de desenvolver armas nucleares. O descarte do urânio altamente enriquecido se tornou o tema central que determinará se as sanções econômicas contra o Irã serão efetivamente suspensas.




