A recente votação do Plano Diretor em Três Lagoas (MS) se transformou em um marco na luta pela democracia local, com a presença massiva da população na Casa do Povo. Este evento reflete um movimento crescente de cidadãos que se recusam a aceitar decisões tomadas sem a devida transparência e participação. O advogado Lucas Bocato, que esteve ativamente envolvido no processo, destacou a experiência como uma lição sobre o verdadeiro significado de cidadania.
Bocato, formado em Geografia e Direito, enfatizou a importância de seu compromisso com a sociedade, que se iniciou durante sua formação acadêmica. Ao se juntar à luta, ele expressou a necessidade de estar presente em momentos decisivos que impactam a comunidade. A mobilização em torno do Plano Diretor não foi apenas uma questão de política; foi uma construção coletiva que envolveu reuniões e um olhar atento às demandas da população.
O evento culminou em uma votação onde o placar foi de 11 a 4, evidenciando a rejeição ao projeto por parte da população que se fez presente. O advogado agradeceu a todos os que participaram, incluindo líderes comunitários, estudantes e profissionais do direito, que lotaram as cadeiras e levantaram suas vozes em defesa de um futuro mais justo e transparente. Para ele, a presença da comunidade foi uma demonstração de dignidade que não pode ser ignorada.
Bocato também fez questão de reconhecer a postura de alguns vereadores que votaram contra o projeto, entre eles Maria Diogo, Marco Silva, Davis Martinelli e Pedrinho Jr., destacando a importância de sua resistência ao que considerou um atropelo democrático. Ele criticou aqueles que tentaram silenciar o debate e ignorar as ilegalidades no processo, ressaltando que a verdadeira defesa da democracia exige escuta e diálogo.
Ao final da votação, Bocato saiu do plenário sentindo-se renovado e esperançoso, afirmando que a luta do povo de Três Lagoas não termina com a canetada que rejeitou o projeto. Ele enfatizou a necessidade de continuar vigilantes e firmes na defesa de uma gestão democrática, reiterando que a história está em construção e que a população não dará passos atrás em sua busca por direitos.
A mobilização em torno do Plano Diretor é um exemplo claro de como a cidadania ativa pode moldar o futuro de uma cidade. A participação popular reafirma a importância da democracia e demonstra que a voz do povo deve sempre ser ouvida e respeitada.




