O Brasil deve manter uma postura cautelosa em relação aos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. Essa estratégia é justificada pela condução de negociações tarifárias com os americanos e pela relação com o Irã, que integra o Brics, grupo de nações do Sul Global. O governo brasileiro emitiu um comunicado em que condena a ofensiva e defende negociações como caminho para a paz.
Na nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o Brasil apela a todas as partes para que respeitem o direito internacional e exerçam máxima contenção, evitando a escalada de hostilidades e garantindo a proteção de civis e da infraestrutura civil. Apesar das negociações sobre o programa nuclear iraniano, os EUA realizaram uma ofensiva militar contra alvos no Irã, enquanto Israel também executou ataques.
O Irã retaliou com o lançamento de mísseis a países vizinhos com bases americanas, defendendo que seu desenvolvimento nuclear é pacífico. Especialistas afirmam que o Brasil, por ser membro do Brics e ter relações comerciais com os EUA, precisa encontrar uma posição intermediária entre as duas potências.
A expectativa é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontre com o ex-presidente Donald Trump nos EUA no final de março, para discutir tarifas de importação. O Brasil e os EUA buscam acordos para a parceria comercial após a imposição de tarifas que impactaram produtos brasileiros, com a situação sendo agravada por decisões da Suprema Corte dos EUA.



