A Câmara dos Deputados decidiu retirar a taxação das apostas online de um projeto de lei em discussão, com um amplo acordo político que envolveu diversos partidos. O Centrão teve papel relevante na articulação, destacando-se a ação do líder do PP, Dr. Luizinho, que apresentou o destaque para a exclusão da taxação. A votação foi simbólica, sem registro nominal, indicando um acordo entre as lideranças partidárias.
Embora o governo federal tenha orientado voto contrário ao destaque, não houve um esforço efetivo para manter a proposta original do Senado, que poderia arrecadar cerca de R$ 30 bilhões. O lobby das casas de apostas online foi destacado como um fator decisivo para a proteção do setor no Congresso.
A situação revela que o bloco do Centrão, que inclui PP e Republicanos, tem votado a favor das apostas em outras ocasiões. Nesta votação, o PT também colaborou para a aprovação do projeto, enquanto o governo priorizou outros projetos, como o Redata. O governo alegou dificuldades para implementar um novo tributo neste momento, mas indicou que pretende incluir a taxação das apostas em uma Proposta de Emenda à Constituição.
O Senado havia aprovado a taxação das apostas, que foi posteriormente derrubada na Câmara. O deputado Guilherme Derrite, relator do PL Antifacação, havia incluído o tema em seu relatório, mas não demonstrou empenho significativo para mantê-lo. Essa dinâmica evidencia a habilidade do setor de apostas online em proteger seus interesses no Legislativo, contando com apoio que transcende as divisões ideológicas da política nacional.




