A empresária Ingrid Pikinskeni foi interrogada nesta segunda-feira (23) pela CPMI do INSS e negou qualquer envolvimento com dinheiro de origem suspeita que circula por empresas e contas em seu nome. Ela afirmou não entender os detalhes do caso e destacar que o marido, Cícero Marcelino de Souza Santos, era o responsável pelas gestões financeiras, inclusive por assinar documentos em seu lugar.
Durante o depoimento, Ingrid relatou que confia no esposo e destacou que ele cuidava das atividades empresariais, enquanto ela ficava em casa com os filhos. Em resposta aos questionamentos do relator Alfredo Gaspar, ela reconheceu Cícero como um consultor bem-sucedido, embora tenha sido confrontada sobre a falta de formação acadêmica dele. A situação gerou reações entre os parlamentares, incluindo risadas.
A sessão da CPMI foi suspensa quando a empresária começou a chorar ao responder perguntas e, minutos depois, passou mal durante o intervalo. Ingrid não retornou para continuar o depoimento, encerrando a oitiva precoce.
O presidente da comissão, senador Carlos Viana, criticou a falta de resposta da Mesa do Congresso sobre um pedido de prorrogação dos trabalhos. Ele também manifestou insatisfação com decisões do Supremo Tribunal Federal, que teria interferido em investigações anteriores, incluindo a suspensão de depoimentos obrigatórios para réus.




