O aumento de assassinatos de mulheres no Brasil em 2025 chamou atenção para a violência de gênero, mas o mercado de trabalho também registrou crescimento nos casos de agressões. Em 2025, os processos por assédio sexual nas empresas subiram 41%, enquanto as denúncias de assédio moral aumentaram 26%. Os dados indicam que empresas, inclusive em regiões menos urbanizadas, replicam padrões sociais prejudiciais.
Levantamento feito em 2025 mostrou que quase um terço da população sofreu algum tipo de assédio nos últimos 12 meses. Entre os relatos, 44% foram de assédio moral ou psicológico, e 15% citam assédio por gênero. Além disso, 38% das vítimas não denunciaram os episódios, enquanto 62% da amostra é composta por mulheres cisgênero.
Casos extremos, como assassinatos no ambiente de trabalho e estupros envolvendo colegas, reforçam que a violência de gênero permeia espaços corporativos. A cultura empresarial, em muitos casos, reflete e reproduz desigualdades presentes na sociedade brasileira, evidenciando a necessidade de ações concretas e não apenas discursos sobre diversidade.
A discussão sobre a permanência de mulheres no mercado de trabalho ganhou nova perspectiva ao ser enquadrada como questão de gestão de risco e conformidade legal. A Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) exige que empresas identifiquem, avaliem e controlem riscos psicossociais, incluindo assédio moral, sexual e ambientes hostis, para garantir segurança no trabalho.




