O mercado de trabalho em Mato Grosso do Sul apresentou uma taxa anual de desocupação de apenas 3,0% em 2025, consolidando o estado entre as unidades da federação com menor desemprego do país. Esse índice é o menor desde o início da série histórica da Pnad Contínua, do IBGE, colocando o estado atrás apenas de Mato Grosso (2,2%) e Santa Catarina (2,3%). No cenário nacional, a taxa média de desemprego caiu para 5,6%, com um recuo significativo em relação a 2024.
O desempenho de Mato Grosso do Sul é impulsionado principalmente pelo agronegócio, pela indústria de base florestal, pela logística e pela ampliação do setor de serviços. O aumento de investimentos industriais, o crescimento das exportações e a expansão das cadeias produtivas ligadas à celulose, proteína animal e energia têm gerado uma demanda crescente por mão de obra, resultando em uma redução rápida do número de pessoas em busca de trabalho.
No quarto trimestre de 2025, a taxa de desocupação do Centro-Oeste caiu de 4,4% para 3,9%, reforçando o aquecimento regional. Enquanto estados do Nordeste ainda enfrentam índices acima de 8%, o Centro-Oeste se destaca por uma geração maior de vagas formais e uma expansão econômica sustentada.
Apesar dos números positivos, especialistas ressaltam que a redução do desemprego não elimina desafios estruturais no mercado de trabalho, como a informalidade e ocupações de baixa produtividade. A taxa de informalidade nacional permanece em 38,1% da população ocupada. Porém, Mato Grosso do Sul mostra potencial para aumentar o número de trabalhadores com vínculo formal, especialmente no setor industrial, à medida que a renda média anual cresce e reforça o consumo no estado.




