O dólar comercial encerrou esta quinta-feira com valorização de R$ 5,22, após registrar queda de 0,25%. Os dados econômicos dos Estados Unidos, como os pedidos de auxílio-desemprego, que caíram para 206 mil na última semana, e a queda de 0,8% nos contratos de compra de moradias usadas em janeiro, reforçaram a percepção de estabilização no mercado de trabalho e desaceleração no setor imobiliário daquela nação.
A tensão geopolítica entre os Estados Unidos e o Irã também contribuiu para os movimentos do câmbio. A Casa Branca mencionou ter argumentos para um eventual ataque àquele país, enquanto o Irã declarou que responderá caso seja bombardeado e anunciou exercícios navais com forças russas. Esses fatores elevaram o risco internacional, impactando diretamente os preços do petróleo, que registraram alta: o Brent subiu 2,26%, atingindo US$ 71,94, e o WTI avançou 2,46%, a US$ 66,65.
No Brasil, as ações da Petrobras seguiram o ritmo de valorização do petróleo, com alta de 2,49%, e ajudaram a impulsionar o Ibovespa, que fechou aos 188.534 pontos, 1,35% acima. A moeda norte-americana acumula baixa de 0,04% na semana, recuo de 0,39% no mês e queda de 4,77% no ano.
No cenário doméstico, o Banco Central informou crescimento de 2,5% do IBC-Br em 2025. Em dezembro, o índice caiu 0,2% frente a novembro, acima da expectativa de retração de 0,5%, e também mostrou alta de 0,4% no quarto trimestre e de 3,1% na comparação anual. Apesar do avanço, o resultado sugere desaceleração frente ao ano anterior, quando o crescimento foi de 3,7%.




