O presidente do Peru, José Jeri, foi destituído nesta terça-feira (17) após apenas quatro meses de mandato, em meio a um escândalo relacionado a encontros não oficiais com um empresário chinês. A decisão foi tomada por meio de uma moção de censura, que recebeu 75 votos a favor, 24 contrários e três abstenções.
Fernando Rospigliosi, encarregado do Congresso, declarou a vaga do cargo de presidente, o que significa que o sucessor de Jeri se tornará o oitavo presidente do país andino em oito anos. A medida foi aprovada em uma votação que exigiu apenas uma maioria simples, ao contrário do impeachment, que requer uma supermaioria.
José Jeri, que assumiu o cargo em outubro de 2025 após a destituição da presidente Dina Boluarte, argumentou que deveria enfrentar um julgamento de impeachment em vez de uma censura. Apesar disso, ele e seus aliados afirmaram que respeitariam o resultado da votação.
Agora, os porta-vozes das bancadas se reunirão para definir uma lista de candidatos à presidência do Congresso, que será responsável por escolher o próximo presidente interino. Jeri foi acusado de tráfico de influência, e um dos encontros não oficiais levou à abertura de uma investigação sobre o caso.




