A corrida espacial foi um componente central da Guerra Fria, onde Estados Unidos e União Soviética alinharam conquistas científicas e militares para demonstrar superioridade global. Os soviéticos iniciaram a disputa com feitos que marcam a era moderna, como o lançamento do primeiro satélite artificial e o envio do primeiro ser vivo ao espaço.
Em outubro de 1957, a União Soviética colocou em órbita o Sputnik 1, uma esfera metálica de cerca de 58 centímetros capaz de transmitir sinais de rádio para estações em vários países. O sucesso do equipamento provocou uma reação imediata nos Estados Unidos, que intensificaram investimentos em pesquisa espacial e, em 1958, criaram a agência Nasa para coordenar seus programas.
Também naquele ano, a União Soviética lançou o Sputnik 2, que levou a cadela Laika ao espaço, confirmando a viabilidade de missões tripuladas. A espaçonave, no entanto, não tinha sistema para retornar à Terra e permaneceu em órbita até abril de 1958, quando se desintegrou ao reentrar na atmosfera.
A partir de 1959, os soviéticos seguiram com missões Luna, buscando alcançar a Lua. A Luna 1 falhou ao não realizar a correção de trajetória prevista, enquanto a Luna 2 se tornou o primeiro objeto feito pelo homem a atingir a superfície lunar. Em seguida, a Luna 3 enviou as primeiras fotografias da face oculta da Lua, consolidando a liderança soviética em missões pioneiras de exploração.




