Madu Fraga, rainha de bateria da Vai-Vai em São Paulo, estreia na Marquês de Sapucaí nesta terça-feira, durante a segunda noite do Grupo Especial do Carnaval do Rio, como musa da Unidos do Viradouro. Ela participa de um enredo que homenageia Mestre Ciça, estabelecendo um paralelo com sua própria trajetória na bateria da escola paulista.
Ao ser questionada sobre possíveis diferenças no sotaque do samba entre São Paulo e o Rio, Madu defendeu a essência única do ritmo brasileiro. Ela ressaltou que a energia e a raiz do samba permanecem as mesmas, apesar das particularidades regionais e culturais, confirmando que 'a essência não muda'.
Sobre o desafio de pisar na Sapucaí, Madu destacou a importância de se renovar e mostrar singularidade. 'Aqui a visibilidade é maior, então é preciso ousar', afirmou, citando a necessidade de se adaptar a um palco diferente, embora mantendo a identidade do samba.
A estreia marca um momento histórico para a Viradouro, que também traz de volta Juliana Paes como rainha de bateria. Madu comemorou a oportunidade de fazer parte de um desfile que exalta a cultura e a potência do samba, especialmente ao lado de um mestre com 50 anos na mesma bateria.




