Bebês de seis meses em condições de pobreza apresentam menor repertório de movimento, como agarrar objetos, virar e sentar, quando comparados a outros em situação mais favorável. O estudo acompanhou 88 crianças e observou que os atrasos motores aparecem logo no início do desenvolvimento, porém podem ser superados rapidamente com estímulos adequados.
Ao analisar as crianças, ficou claro que aquelas em lares pobres realizam menos variedade de movimentos ao tentarem sentar ou pegar brinquedos, chegando a não conseguir algumas atividades. A autora do trabalho ressalta que essa falta de estímulo pode levar a consequências na vida escolar, como dificuldades de atenção ou coordenação, embora ainda sejam necessárias mais pesquisas para confirmar essa relação.
A reversão dos atrasos foi possível em torno dos oito meses, quando os bebês avaliados não apresentaram mais problemas significativos. Isso ocorreu principalmente por meio de exercícios simples reproduzidos pelas mães, como o tempo de barriga para baixo, uso de brinquedos estimulantes como papel amassado, além de atividades como cantar ou ler para os filhos.
Durante as visitas às famílias, a pesquisadora orientou a interação entre mãe e bebê, destacando práticas como leitura, conversação e fortalecimento muscular. Superfícies seguras no chão são recomendadas para que o bebê explore movimentos sem riscos, preparando-os para etapas como rolar, engatinhar e ficar de pé.




