O governo da Nicarágua, comandado por Daniel Ortega e Rosario Murillo, enviou nesta segunda-feira (26) uma mensagem de parabéns ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela reeleição no domingo (25). A manifestação ocorre após Cuba e Venezuela também cumprimentarem o petista.
Na mensagem, Ortega e Murillo saudaram o "povo do Brasil pela bem-sucedida jornada eleitoral" e se dirigiram a Lula como "companheiro e presidente reeleito, irmão". O texto ainda expressa o compromisso de "continuar coincidindo e trabalhando juntos pela paz e um mundo melhor, digno, justo, fraternal, e de avanços contra a pobreza", conforme informações da agência EFE.
Apesar do gesto, a relação entre o regime sandinista e o PT registrou atritos nos últimos anos. Em 2024, Brasília e Manágua expulsaram os embaixadores do outro país depois que o embaixador do Brasil na Nicarágua, Breno de Souza Brasil Dias da Costa, não compareceu à cerimônia do 45º aniversário da Revolução Sandinista. Antes disso, o Brasil havia pedido a libertação do bispo Rolando Álvarez, preso por mais de um ano e expulso do país em janeiro daquele ano.
No mesmo ano, Ortega chamou Lula de "submisso" e de querer ser o "representante dos ianques" na América Latina, por não reconhecer a vitória de Nicolás Maduro nas eleições de julho na Venezuela. Este ano, o governo brasileiro manifestou "preocupação" com o anúncio do líder sandinista de que "não voltará a haver eleições" na Nicarágua. O regime recuou e afirmou que ainda haverá eleições, mas que "golpistas" e "traidores da pátria" não poderão participar, o que na prática veta qualquer candidato não autorizado pelo governo.
Em nota oficial do Ministério das Relações Exteriores, a Nicarágua respondeu ao Brasil que se trata de "nossa democracia, nossas eleições".




