O CEO da Raízen, Nelson Gomes, anunciou que a Cosan e a Shell, acionistas majoritários, se comprometeram a contribuir com recursos financeiros para resolver definitivamente as dificuldades da companhia.
A empresa divulgou prejuízo líquido de R$ 15,6 bilhões no trimestre e uma elevação de 43,4% na dívida líquida, totalizando R$ 55,3 bilhões. A queda contábil de R$ 11,1 bilhões, decorrente de impairment, afetou o resultado sem impacto no fluxo de caixa.
Gomes destacou que a liquidez atual é considerada robusta, mas alertou para um “ponto de inflexão” na estrutura de capital, exigindo intervenção dos acionistas. A companhia está avaliando alternativas com apoio de assessores financeiros e legais para garantir viabilidade no longo prazo.
Em nota trimestral, a Raízen admitiu incertezas relevantes sobre sua continuidade operacional devido ao alto nível de endividamento e encargos. Apesar disso, a empresa afirmou que segue operando normalmente em todos os seus negócios, mantendo compromissos com parceiros e funcionários.




