A Polícia Federal enviou um relatório ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, apontando possíveis irregularidades na atuação do ministro Dias Toffoli no caso Master. Segundo um analista político, o caso coloca não apenas o ministro, mas o próprio STF sob escrutínio. Existem indícios que colocam a atuação do ministro sob suspeita.
O fato da PF ter enviado o relatório diretamente ao ministro Fachin, e não ao Ministério Público, pode indicar uma estratégia deliberada. O analista ressaltou que não existem mecanismos no regimento do Supremo para suspensão de ministros, sendo que apenas o próprio magistrado pode se afastar voluntariamente de um caso.
Se o ministro Toffoli insistir na sua posição, pode levar a uma investigação e ação do Senado, dentro de um processo de impedimento. Já existem elementos suficientes para questionar a legitimidade do ministro no processo. O STF provavelmente prefere resolver essa questão internamente.
A crise institucional pode ser evitada se o STF resolver a questão de forma interna, mas se o ministro Toffoli não se afastar, o Senado pode ser chamado a investigar o caso.




