O bobsleigh é amplamente reconhecido como a “Fórmula 1 do gelo”. Esta analogia reflete a simbiose crítica entre a capacidade atlética humana e a engenharia de ponta. A busca pela redução do arrasto aerodinâmico e o gerenciamento do atrito transformaram esta modalidade em um laboratório de inovação mecânica.
A história do bobsleigh remonta ao final do século XIX, nos Alpes Suíços. A modalidade nasceu da adaptação de trenós de entrega e transporte para fins recreativos. Diferente de outros esportes de inverno, o bobsleigh teve um ponto de partida mais definido voltado para a competição de velocidade.
A ciência da velocidade reside em entender por que a tecnologia dos trenós e das roupas faz tanta diferença nos tempos finais das provas. Como a força motriz principal é a gravidade, não há motor para acelerar o veículo após a largada. O objetivo da engenharia é, portanto, a conservação de energia: minimizar a perda de velocidade causada pelo atrito com o gelo e pela resistência do ar.
Os trenós modernos são projetados em túneis de vento, utilizando a mesma tecnologia de Dinâmica dos Fluidos Computacional aplicada no automobilismo e na indústria aeroespacial. Utiliza-se fibra de carbono e Kevlar para garantir rigidez estrutural e leveza.




