A primeira semana oficial das campanhas para a Presidência da República evidenciou uma clara estratégia dos candidatos, que direcionaram suas agendas majoritariamente para o Sudeste, região que abriga os três maiores colégios eleitorais do Brasil: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A única exceção foi Renan Santos, do partido Missão, que optou por iniciar sua trajetória no Nordeste, tradicionalmente associado ao Partido dos Trabalhadores.
No domingo, dia 16, data em que a propaganda eleitoral foi liberada pelo Tribunal Superior Eleitoral, os candidatos escolheram seus locais de origem para dar início às suas campanhas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, inaugurou sua corrida à reeleição no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, local que simboliza sua origem como líder sindical no final dos anos 1970. Durante o evento, imagens de sua trajetória foram exibidas, reforçando sua conexão com a classe trabalhadora.
Ao longo da semana, Lula se deslocou para o Amapá e o Rio Grande do Norte, mas foi em Minas Gerais, na sexta-feira, dia 21, que ele teve um momento importante ao lançar a candidatura de Patrus Ananias ao governo do estado, em um evento na Praça da Estação, tradicional ponto de manifestações políticas de esquerda. O presidente também aproveitou a oportunidade para dialogar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abordando questões de tarifas que afetam o Brasil, um tema que tem sido recorrente em seus discursos.
No sábado, Lula esteve em um comício em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, onde detalhou suas propostas de governo, enfatizando a necessidade de ações voltadas para a inflação de alimentos e as dificuldades enfrentadas pela população. Ele alertou que a atual administração favorece os ricos, enquanto os endividados enfrentam graves problemas financeiros.
Por sua vez, Renan Santos adotou uma abordagem diferente ao realizar eventos fora do Sudeste. Entre quarta e quinta-feira, ele participou de atos na Paraíba e em Alagoas, buscando conquistar o eleitorado local. Ao retornar a São Paulo, Renan se dedicou a se conectar com os jovens e a população de baixa renda. Na sexta-feira, ele se uniu a apoiadores em um “panfletaço” na Universidade Presbiteriana Mackenzie e, no sábado, lançou o “Marco da Desfavelização” no Jardim Panorama, na zona leste da cidade.
Com um colete à prova de balas, Renan apresentou sua proposta de investir entre R$ 1,3 e R$ 1,5 trilhão em melhorias de moradia, regularização de imóveis e acesso a serviços essenciais, buscando assim atrair a atenção de um eleitorado que enfrenta desafios significativos na questão habitacional.




