Thiago Bunning, advogado de Eduardo Razuk, mencionou que a suspensão das contas é parte das medidas cautelares estabelecidas pela decisão judicial que resultou em buscas nos endereços do influenciador e de outros envolvidos na operação Rodas da Sorte. Ele questionou a necessidade da prisão, já que, além do bloqueio das contas, os bens do influenciador também foram confiscados. “Já foi feito tudo isso: ele está com os bens bloqueados e com as redes sociais suspensas. Então, não tem como ele continuar divulgando os sorteios que divulgava, que são objeto da investigação, ainda que a gente defenda que eram realizados de forma lícita e com autorização”, declarou.
A operação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), foi deflagrada na última terça-feira (18). Durante a ação, as autoridades cumpriram quatro mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão em locais como Campo Grande, Paraíba e Rio de Janeiro. Além de Eduardo, seu irmão, Rafael Rezende da Silva Razuk, também foi preso, assim como Cícero Fabiano Melo da Silva, proprietário da FM Agenciamento Publicitário & Intermediação de Negócios, na Paraíba. Um homem de 46 anos foi detido no Rio de Janeiro, mas seu nome não foi revelado.
Na operação, as forças de segurança apreenderam 22 veículos de luxo, dois relógios de alto valor e determinaram a indisponibilidade de cinco imóveis. Aproximadamente R$ 500 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados foram bloqueados. A investigação aponta que os recursos arrecadados com os sorteios eram lavados em parceria com empresas sediadas na Paraíba e no Rio de Janeiro. Entre as investigações, uma empresa fluminense é suspeita de oferecer “soluções de sorteios” para influenciadores, além de estar ligada a atividades de lavagem de capitais provenientes do tráfico de drogas.
Na última sexta-feira (21), Eduardo e Rafael foram submetidos a uma audiência de custódia e permaneceram presos.




