O partido Unidade Popular (UP) ocupa a primeira posição em termos de representatividade feminina nas candidaturas para as eleições de 2026, com um percentual de 53,76%. Em contrapartida, o PRTB apresenta o menor índice, com apenas 10% de mulheres entre seus candidatos. Essas informações foram extraídas da planilha do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que contém os registros utilizados para a alocação de recursos do Fundo Eleitoral.
No UP, 100 mulheres estão entre as 186 candidaturas registradas, representando 53,76% do total, enquanto os homens somam 86, o que equivale a 46,24%. No PRTB, apenas uma mulher foi registrada em um total de 10 candidaturas, o que resulta em um percentual de 10% para as mulheres, com os outros nove candidatos sendo homens.
Os partidos que apresentaram os maiores percentuais de candidaturas femininas incluem o UP com 53,76%, seguido pelo PCdoB com 44,52%, Cidadania com 42,86%, PSTU com 40,48% e PSOL com 40,03%. Embora o PL não figure entre os primeiros em termos percentuais, ele se destaca pelo número absoluto de mulheres candidatas, totalizando 533 registros, o que representa 32,90% das 1.620 candidaturas da legenda, um percentual abaixo da média.
O Partido dos Trabalhadores (PT), liderado pelo presidente Lula, registrou 403 mulheres entre 1.095 candidaturas, resultando em um percentual de 36,80%, que supera a média geral. Essa diferença é explicada pela forma como os percentuais são calculados, considerando o total de candidaturas de cada partido. Assim, partidos com menos candidatos podem apresentar uma proporção maior de mulheres, mesmo que o número absoluto seja menor.
No total, o TSE contabilizou 20.560 candidaturas no recorte que será utilizado para a destinação dos recursos, das quais 7.165 são de mulheres, representando 34,85% do total. Os homens são 13.395, correspondendo a 65,15%. Esses percentuais foram obtidos a partir das candidaturas com pedidos de registro aceitos até as 23h59 de 18 de outubro, data-limite estabelecida pelo Calendário Eleitoral. Candidaturas substitutas foram desconsideradas.
Além da análise de gênero, o TSE também coletou dados relacionados à raça e cor. Dentre as 20.560 candidaturas, 10.206 são de pessoas negras, o que equivale a 49,64% do total. Nesta classificação, a Justiça Eleitoral considera como negras as pessoas pretas e pardas. Foram registradas ainda 191 candidaturas de pessoas indígenas, representando 0,93% do total.




