Em um dia marcado por alívio no mercado financeiro, o dólar comercial fechou em queda, cotado a R$ 5,142, o que representa uma desvalorização de 1% em relação ao dia anterior. Este foi o menor valor registrado desde 10 de agosto. O movimento ocorreu em um contexto de enfraquecimento da moeda estadunidense no exterior, aliado a expectativas em torno do cenário eleitoral brasileiro e a um aumento no apetite por ativos de risco.
Na mesma sessão, o Ibovespa, principal índice da B3, avançou 1,85%, alcançando 171.031,73 pontos, consolidando a terceira alta consecutiva. Ao longo da semana, o índice acumulou uma valorização de 2,45%, embora ainda registre uma queda de 3,91% no mês. O desempenho positivo da bolsa foi impulsionado, em parte, pelas ações de instituições financeiras.
Os números do mercado nesta sexta-feira (21) mostram que o dólar teve uma queda de 1,53% na semana. O barril do petróleo tipo Brent, referência nas negociações internacionais, fechou cotado a US$ 94,39, com uma alta de 0,65% na sessão e uma valorização de 6,6% na semana. Já o barril WTI, do Texas, subiu 0,26%, terminando a sessão a US$ 87,06, com uma elevação de 5,6% na semana.
O comportamento do dólar foi influenciado pelo desempenho da moeda nos mercados internacionais, onde o índice DXY, que mede o valor do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, registrou uma queda de cerca de 0,80%, fechando próximo a 98,856 pontos. A expectativa em relação a operações de recompra de títulos de longo prazo pelo Tesouro dos Estados Unidos contribuiu para a redução da pressão sobre a moeda estadunidense, beneficiando divisas de países emergentes, como o real, que se destacou entre as melhores performances do dia.
Além disso, o clima de incerteza no mercado de petróleo, devido às tensões entre Estados Unidos e Irã e as restrições no transporte de cargas pelo Estreito de Ormuz, também impactou as cotações. O transporte marítimo na região permanece abaixo dos níveis anteriores ao conflito, gerando preocupações sobre a oferta e o transporte internacional de petróleo, o que mantém a volatilidade no setor.
Os dados da B3 indicam uma saída líquida de R$ 22 bilhões em capital estrangeiro da bolsa brasileira até o dia 19 de agosto, refletindo a cautela dos investidores. Contudo, a recuperação do índice ocorre após um início de mês marcado por perdas consideráveis, demonstrando uma possível recuperação no apetite por ativos de risco no mercado brasileiro.


