O curta-metragem intitulado "Ponto de Ruptura", desenvolvido por alunos da Escola Estadual Reynaldo Massi, em Ivinhema, será exibido durante o 37º Kinoforum (Festival Internacional de Curtas de São Paulo). O festival, que se inicia neste domingo (23), selecionou 102 obras brasileiras dentre 845 inscrições, reunindo representantes de 25 estados e do Distrito Federal. Com duração de 6 minutos, o filme faz parte da mostra Cinema em Curso, que destaca produções realizadas em ambientes escolares e universitários.
A narrativa do curta foi elaborada a partir de discussões em sala de aula, onde os estudantes decidiram abordar o bullying no contexto escolar. A trama gira em torno de William, um estudante do Ensino Médio que enfrenta perseguições constantes. Após uma briga em uma aula de Educação Física, o personagem recebe uma ameaça, o que o leva a tomar uma atitude impulsiva em busca de proteção.
O curta-metragem é um reflexo do protagonismo juvenil, já que os alunos participaram ativamente da criação do filme, desde a construção da narrativa até a escolha dos personagens e dos atores. Renan Braga, diretor do projeto, ressaltou que a abordagem do tema foi uma iniciativa dos próprios estudantes, mostrando um forte engajamento nas decisões criativas da obra.
A produção envolveu 31 alunos em diversas etapas do processo cinematográfico. A intenção foi aproximar o cinema do cotidiano escolar, utilizando a arte como uma ferramenta de expressão e criatividade. Essa experiência proporcionou aos jovens novas formas de contar suas histórias de maneira coletiva.
"Ponto de Ruptura" foi realizado em 2024, durante uma oficina de cinema com duração de cinco dias, conduzida por Renan Braga e pela atriz Beatrice Sayd. A iniciativa visou inserir os estudantes em todas as fases da criação de um filme. O curta continuou a trajetória em 2025, quando foi finalista no 3º Festival de Cinema das Escolas Estaduais de Mato Grosso do Sul, conquistando o terceiro lugar na competição.
A participação no Kinoforum é uma oportunidade significativa para a obra, uma vez que coloca em evidência uma produção originada em uma escola pública do interior de Mato Grosso do Sul. Essa iniciativa destaca a importância da combinação entre educação, arte e democratização do acesso ao cinema.




