O mercado de vinhos e espumantes no Brasil movimentou cerca de R$ 9,8 bilhões no primeiro semestre de 2026, registrando um aumento de 9% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Este crescimento é evidenciado pelo recorde de 23,27 milhões de caixas de 9 litros vendidas, o que representa um incremento de 2% em relação aos primeiros seis meses de 2025, superando também os níveis observados no auge da pandemia em 2021.
O levantamento abrange tanto produtos nacionais quanto importados, destacando uma variação significativa nas vendas ao longo do período. No segundo trimestre, as vendas da indústria para os canais de distribuição apresentaram uma queda de 14% para os vinhos nacionais, enquanto as importações avançaram 15%. Essa dinâmica reflete a crescente demanda por vinhos importados, que, entre os vinhos tranquilos, apresentaram um aumento de 10% em volume no semestre.
Os vinhos nacionais, que iniciaram o ano com um desempenho positivo, encerraram os seis primeiros meses em um cenário negativo, influenciados pela desaceleração verificada no segundo trimestre. Em contrapartida, os espumantes produzidos no Brasil mostraram um avanço, enquanto os importados recuaram 7%. No varejo, os espumantes mantiveram um crescimento consistente tanto em volume quanto em valor, mesmo durante o período da Copa do Mundo.
A preferência dos consumidores ainda se inclina para os vinhos tintos, que cresceram 7% em volume e agora representam 74% do mercado. Os vinhos brancos ocupam 20% do espaço, enquanto os rosés, que tiveram uma retração de 2,9% em volume, são responsáveis por apenas 6%. De acordo com a Ideal BI, o mercado também está passando por um processo de premiumização, onde os vinhos de maior valor agregado estão apresentando desempenho superior em relação aos produtos de entrada.
Embora o setor esteja em crescimento, enfrenta um cenário de estoques elevados, o que aumenta a competitividade entre as marcas e pode impactar os preços e as margens. A Ideal BI ressalta que o Brasil continua sendo um mercado promissor para produtores e importadores, especialmente devido ao baixo consumo per capita e ao espaço disponível para expansão. No cenário global, o Brasil ocupa a 15ª posição em valor e a 16ª em volume quando considerado o mercado total. Quando se analisam apenas os vinhos engarrafados de até dois litros, o país avança para a 13ª posição em valor e a 8ª em volume no mundo.




