O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) formalizou nesta quarta-feira (19) a denúncia contra Lafayete Gonzaga da Silva, acusado de assassinar sua ex-companheira, Angelita Manoela Rodrigues, em um supermercado na zona norte da capital paulista. O crime ocorreu no último domingo (16) e foi relatado pelo promotor de Justiça Rodolfo Justino de Morais.
Antes de cometer o feminicídio, Lafayete teria esfaqueado o cachorro de Angelita, um ato que ocorreu no quintal da residência onde o casal morava, situada na Freguesia do Ó. O MP-SP detalhou que o acusado utilizou uma faca para matar o animal de estimação, e, em seguida, perseguiu a mulher até o supermercado, onde a atacou à vista de várias pessoas, incluindo clientes e funcionários do local.
De acordo com a denúncia, o crime foi caracterizado por razões de violência doméstica e familiar, considerando a relação íntima entre os dois e a coabitação. A Promotoria ressaltou a brutalidade do ato, destacando a pluralidade de golpes desferidos contra a vítima e o fato de ela ter sido surpreendida dentro do estabelecimento comercial.
O Ministério Público também solicitou a manutenção da prisão preventiva de Lafayete, que foi decretada durante audiência de custódia realizada na última segunda-feira (17). Além disso, foi requerido um valor mínimo de R$ 500 mil para reparação dos danos causados aos familiares de Angelita, refletindo a gravidade dos atos cometidos.
Esses eventos colocam em evidência a preocupante questão da violência contra a mulher no Brasil, um problema que exige atenção e medidas efetivas para garantir a segurança e os direitos das vítimas. O caso segue sob análise da Justiça, que avaliará as evidências apresentadas pelo MP-SP e determinará os próximos passos legais.




