Nascida Laurinda de Jesus Balleroni, Laura completaria 99 anos em setembro. Ao longo de sua carreira, a atriz interpretou mais de 60 personagens na televisão. Entre seus papéis mais memoráveis estão dona Izaura, na novela Mulheres de Areia, Guiomar, em A Viagem, e Sinhana Coragem, em Irmãos Coragem.
As últimas atuações de Laura na televisão foram como dona Sinhá, na novela Sol Nascente, e como Caetana de Souza, em O Outro Lado do Paraíso, já aos 90 anos. Além de sua vasta experiência na televisão, Laura também se destacou no cinema e no teatro, recebendo diversos prêmios ao longo de sua trajetória.
Como atriz coadjuvante, conquistou o prêmio Grande Otelo em três ocasiões, pelos filmes Copacabana (2002), O Outro Lado da Rua (2005) e De Onde Eu Te Vejo (2017). Laura também foi laureada com o prêmio APCA, da Associação Paulista de Críticos de Arte, cinco vezes. Na televisão, ganhou o prêmio de Melhor Atriz por Os Apóstolos de Judas (1977) e Irmãos Coragem (1995). No cinema, levou o prêmio de Melhor Atriz por Através da Janela (2001) e, no teatro, recebeu o APCA como Melhor Atriz por Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu (1990) e Vereda da Salvação (1993).
Em reconhecimento ao conjunto de sua obra, Laura Cardoso foi homenageada com o prêmio Guarani Honorário em 2021 e o Troféu Oscarito no Festival de Gramado em 2023. Além disso, recebeu o Troféu Imprensa de Melhor Atriz em duas ocasiões, por suas atuações em A Noite Eterna (1963) e Moulin Rouge, a Vida de Tolouse-Lautrec (1964).
A morte de Laura gerou uma onda de homenagens nas redes sociais, onde diversos artistas lamentaram a perda e celebraram sua trajetória. O ator Miguel Falabella destacou o talento da atriz em uma publicação, mencionando que "Laura era gigante, compulsiva e tinha um talento que não cabia em seu corpo pequeno". O ator Ary Fontoura a descreveu como "amiga querida" e "companheira de tantas caminhadas", enquanto a atriz e cantora Zezé Motta ressaltou que a arte brasileira se despede “de uma de suas maiores damas”, afirmando que “Laura foi grande, foi inteira, foi eterna”.




