Abdul El-Sayed, que busca uma vaga no Senado dos Estados Unidos representando o Michigan, está enfrentando uma onda de críticas internas no Partido Democrata. A controvérsia se originou do apoio que ele deu ao influencer Hasan Piker, que declarou que os Estados Unidos "mereceram" os ataques terroristas ocorridos em 11 de setembro de 2001.
A deputada Haley Stevens, que recentemente foi derrotada na primária democrata por El-Sayed, manifestou sua desaprovação em entrevista à Fox News no dia 16. Ela enfatizou que o candidato deveria romper laços com Piker, ressaltando a responsabilidade que figuras públicas têm em relação ao que promovem em suas plataformas. "Todo mundo entende que, quando [um influencer] tem muitos seguidores, isso amplifica a sua mensagem, mas agora precisamos focar no Michigan", afirmou.
Michael LaRosa, que atuou como secretário de imprensa da ex-primeira-dama Jill Biden (2021-2025), também se manifestou sobre a questão em uma publicação no X. Ele expressou indignação ao afirmar que não apoiará ninguém que não tenha a coragem de confrontar extremistas que fazem declarações ofensivas sobre as vítimas do atentado. LaRosa mencionou uma amiga que saltou do 95º andar do World Trade Center, enfatizando que a única culpa dela foi ter ido trabalhar naquele dia.
Na semana anterior, em uma entrevista à NBC, El-Sayed se referiu aos comentários de Piker como "estúpidos", mas descartou a possibilidade de um rompimento com o influencer, alegando que este já havia se retratado. "Os Estados Unidos não mereceram o 11 de Setembro, mas não quero ficar preso a uma armadilha política por causa de uma declaração mal colocada – algo que foi negado pela própria pessoa", disse El-Sayed.
Hasan Piker, por sua vez, tentou justificar sua declaração em um episódio do podcast "We’re Not Kidding", onde afirmou que a frase foi tirada de contexto e que ele deveria ter se expressado de maneira mais clara. "Peço desculpas a quem ofendi, mas, acima de tudo, lamento ter dado à direita a oportunidade de usar isso contra mim", afirmou.
Embora Abdul El-Sayed não seja membro do Socialistas Democráticos da América (DSA), ele tem estado envolvido em eventos promovidos por esse grupo e conta com o apoio de alguns de seus integrantes. Ele é filho de imigrantes egípcios e é crítico da ajuda militar a Israel, acusando o país de ser um "Estado pária" e de cometer genocídio na Faixa de Gaza.




