O governo do Irã fez uma acusação formal neste sábado (15), afirmando que dois diplomatas franceses participaram de uma operação de infiltração e interferência em seu território. As autoridades exigiram que a França forneça explicações sobre essas alegações.
De acordo com o Ministério da Inteligência iraniano, os diplomatas foram encontrados em um local considerado um ponto de reunião clandestino durante uma investigação relacionada a um caso de segurança, que supostamente envolve influência estrangeira. O incidente ocorreu enquanto agentes iranianos executavam uma ordem judicial para prender dois suspeitos vinculados ao caso, conforme informações da agência estatal Tasnim.
O regime iraniano declarou que os materiais e documentos confiscados no local sugerem a realização de uma operação com a participação dos diplomatas, cujo objetivo seria identificar indivíduos, estabelecer contatos secretos tanto dentro quanto fora do país e criar uma rede de pessoas que atuariam em prol dos interesses franceses no Irã.
Teerã também afirmou que parte da documentação que comprova a operação traz a assinatura de um ex-embaixador da França no Irã. O Ministério da Inteligência reiterou que Paris deve responder por essas ações, classificadas como “ilegais e intervencionistas”.
Essa acusação surge em um contexto de tensões diplomáticas, especialmente após um episódio em julho, quando outros dois diplomatas franceses foram detidos por algumas horas em Teerã. Na ocasião, a França denunciou que os funcionários foram abordados sem justificativas adequadas e que um deles teria sofrido agressões por parte das forças de segurança iranianas.




