Na sexta-feira (14), o senador Romário comunicou sua saída do Partido Liberal (PL) e manifestou apoio à candidatura de Eduardo Paes, do PSD, para o governo do Rio de Janeiro. Romário, que não pretende se filiar a outro partido neste momento, destacou que sua decisão foi baseada em interesses para o estado, e não em questões pessoais.
O PL, por sua vez, lançou a candidatura de Douglas Ruas, que conta com o apoio de Flávio Bolsonaro. Em sua declaração, Romário afirmou: “Tenho minhas posições, o Eduardo tem as dele e não precisamos concordar em tudo. O que pesa para mim é o Rio. Acredito que ele reúne hoje as melhores condições para governar o estado, construir soluções e enfrentar problemas que se arrastam há muitos anos e que até hoje nenhum governador conseguiu resolver.”
Romário foi eleito pela primeira vez ao Senado em 2014 e reeleito em 2022, obtendo 2.384.080 votos, o que representa 29,19% dos votos válidos. Ele ressaltou o respeito que tem pelo PL e pelas pessoas com quem trabalhou nos últimos anos, enfatizando que sua escolha de saída foi feita de forma tranquila e sem ressentimentos.
A renúncia de Romário ocorre em um contexto em que a candidatura de Douglas Ruas enfrenta desafios. Recentemente, Rogério Lisboa, ex-prefeito de Nova Iguaçu e cotado como vice-governador na chapa de Ruas, anunciou apoio a Eduardo Paes. Lisboa, que deixou a candidatura a vice em julho, destacou que a decisão do Progressistas foi pela neutralidade nas eleições para presidente e governador no estado, permitindo que os filiados manifestassem apoio individualmente.
A movimentação política No Rio de Janeiro revela um cenário de alianças estratégicas e mudanças de apoio, refletindo as dinâmicas eleitorais que precedem as eleições estaduais. Com a saída de Romário do PL e o apoio a Paes, o cenário se torna ainda mais intrigante para os próximos meses, à medida que os candidatos buscam consolidar suas bases eleitorais e viabilizar suas campanhas.




