Uma dona de casa, de 26 anos, relatou ter sido abordada por Suzilaine da Graça Costa, a mulher suspeita de sequestrar uma recém-nascida de 28 dias, em frente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no Bairro Universitário, em Campo Grande. O incidente ocorreu cerca de 20 dias antes do sequestro, quando a mãe estava na unidade de saúde acompanhada de seus dois filhos, uma menina de 3 anos e um menino de 8 anos. A mulher afirmou que a suspeita insistiu para que a acompanhasse até uma casa próxima, alegando que tinha roupas para doar.
Durante a abordagem, a mãe se lembrou de ter visto notícias sobre a prisão de Suzilaine após o sequestro da bebê em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Ela afirmou que a mulher a chamou várias vezes, oferecendo roupas que, segundo a suspeita, foram doadas a ela por uma pessoa que possuía um brechó. A dona de casa, no entanto, recusou as ofertas, desconfiando da situação, especialmente porque sua filha estava doente, com febre alta, e aguardava atendimento.
Além de tentar se aproximar da mãe, Suzilaine também teria tentado interagir com o filho mais velho, segurando sua mão por duas ou três vezes e convidando-o a acompanhá-la. A mãe, percebendo a situação, retirou a mão do menino e reafirmou que não permitia que estranhos o tocassem. Ela destacou que a mulher falava com o menino de maneira amigável, sugerindo que fossem juntos comprar algo, mas a mãe se opôs.
A mulher ainda relatou ter visto Suzilaine conversando com outra mãe que estava na UPA. A suspeita teria oferecido R$ 100 para que a jovem cuidasse de outra criança. Posteriormente, a mãe da bebê e sua irmã de 13 anos se dirigiram a uma casa relacionada à mulher, onde foram amarradas e deixadas em uma área de mata, sem a bebê.
Após o registro do desaparecimento da criança, a Polícia Civil iniciou as investigações. Com o apoio de equipes especializadas e forças de segurança da região de fronteira, Suzilaine e Alex Melo de Abreu foram presos em uma residência em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, na madrugada de domingo. A bebê foi encontrada com o casal e, após seu resgate, foi levada ao Hospital Regional para avaliação médica.
Na terça-feira (11), a criança retornou a Campo Grande e atualmente está sob os cuidados do Conselho Tutelar. Informações apontam que a menina se encontra bem, sem sinais de maus-tratos, e está sendo alimentada com fórmula. A criança permanecerá sob a proteção da rede até que a Justiça decida sobre a guarda.




