Os operadores de energia na Europa estão monitorando o eclipse solar que ocorrerá nesta quarta-feira, 12 de agosto de 2026. O fenômeno, em que a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol, poderá resultar em uma redução na radiação que chega aos painéis fotovoltaicos, com uma estimativa de queda de até 9,7 gigawatts na produção de eletricidade. Para mitigar os efeitos, países como Espanha e Portugal estão acionando suas reservas hídricas e térmicas.
As usinas solares dependem da luz solar para gerar energia, e durante um eclipse, a produção de eletricidade pode ser drasticamente afetada. A intensidade da redução varia de acordo com a cobertura do Sol pela Lua e a localização geográfica dos painéis. Além disso, a presença de nuvens pode interferir na intensidade da queda. O principal desafio para as empresas do setor é equilibrar a rede elétrica em um momento em que uma fonte significativa de energia experimenta uma variação rápida e previsível.
Particularmente na Península Ibérica, a visibilidade do eclipse torna a situação crítica. Na Espanha, onde o fenômeno será total em algumas áreas, a previsão é de que a redução chegue a 5 gigawatts, o que corresponde a 13% da demanda de uma quarta-feira típica. Já Em Portugal, a operadora local estima uma perda de 450 megawatts entre o final da tarde e o início da noite. Para evitar que os consumidores sintam os efeitos dessa perda, os sistemas elétricos desses países estão trabalhando de forma coordenada, mobilizando reservas de usinas hidrelétricas e térmicas.
Apesar das preocupações e do monitoramento contínuo, as autoridades reguladoras e os operadores, incluindo a ENTSO-E, afirmam que o sistema elétrico está preparado para enfrentar a situação. O eclipse não é considerado uma ameaça que possa levar a um apagão total, mas sim um exercício de planejamento para os operadores. A manutenção do equilíbrio entre a produção e o consumo de energia é essencial, e como a redução na geração solar é esperada, os técnicos têm à disposição outras fontes de energia, importações e armazenamento em baterias para garantir a estabilidade.
No Brasil, o impacto do eclipse solar de 12 de agosto será considerado irrelevante para o sistema elétrico nacional. O fenômeno será visível de forma parcial apenas em uma pequena área do Rio Grande do Norte, entre 16h15 e 16h43. Com a maior parte do território brasileiro fora da zona de sombra e uma matriz energética diversificada, que inclui hidrelétricas, energia eólica e térmica, não há risco para o abastecimento elétrico. Diferente da Europa, onde a energia solar tem uma participação mais significativa em determinados períodos do dia, o Operador Nacional do Sistema não prevê instabilidades.




