O valor da Cesta Básica em Campo Grande caiu 4,37% entre os meses de junho e julho, conforme dados recentes. Com essa queda, o custo total da cesta ficou em R$ 809,08, o que representa 53,96% do salário mínimo líquido de R$ 1.621,00. Para adquirir os 13 produtos que compõem a cesta, o trabalhador precisa dedicar 109 horas e 49 minutos de trabalho, uma redução em relação às 114 horas e 50 minutos necessárias em junho.
A pesquisa, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos e pela Companhia Nacional de Abastecimento, revelou que 10 dos 13 itens analisados tiveram queda de preço. As maiores diminuições foram observadas na batata, que teve uma redução de 26,13%, seguida pelo tomate com 18,60%. Outros produtos que também apresentaram redução foram o feijão carioca, com 7,91%, o açúcar cristal, que caiu 7,54%, e o café em pó, com uma diminuição de 5,19%.
Por outro lado, três itens da Cesta Básica apresentaram aumentos em seus preços. O arroz agulhinha subiu 1,25%, a carne bovina de primeira teve um aumento de 0,67% e o pão francês ficou 0,44% mais caro. Apesar da queda mensal, a análise do comportamento dos preços ao longo do ano revela que, de dezembro de 2025 até julho de 2026, o custo dos alimentos acumulou um aumento de 4,28% em Campo Grande, o que representa o menor avanço entre as 27 capitais do Brasil.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, a Cesta Básica em Campo Grande ficou 4,30% mais cara. Mesmo com a recente diminuição, o trabalhador ainda enfrenta uma carga maior em relação aos preços dos alimentos básicos em comparação a um ano atrás. O levantamento também destaca que, entre as 27 capitais analisadas, 26 registraram queda nos preços da cesta em relação ao mês anterior, com a única exceção sendo São Luís, que teve um aumento de 0,30%.
As maiores reduções foram verificadas em Natal, Maceió, Belo Horizonte, Palmas e Rio de Janeiro, enquanto Campo Grande se posicionou abaixo da média das reduções significativas, acompanhando, no entanto, a tendência de queda observada nacionalmente. Apesar disso, o cenário anual é mais diversificado, com 22 capitais apresentando alta nos preços e apenas cinco registrando quedas.
Neste contexto, Campo Grande ainda apresenta um dos valores mais elevados entre as capitais, com uma proporção da renda comprometida com a alimentação superando a média nacional. A capital se destaca, no entanto, como a cidade com a menor alta no acumulado do ano entre as 27 pesquisadas, apresentando um aumento de 4,28%.




