A Minerva Foods anunciou que, no segundo trimestre de 2026, exportou 794 mil toneladas de carne bovina, refletindo um crescimento de aproximadamente 13% em relação ao mesmo período de 2025 e ao trimestre anterior. A receita gerada com essas exportações alcançou US$ 5,1 bilhões, o que representa um aumento de 28% em comparação ao primeiro trimestre do ano e um crescimento de 37% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
Outro ponto destacado pela companhia foi a valorização do preço médio da carne bovina exportada, que chegou a US$ 6,40 por quilo. Isso significa um aumento de 23% se comparado ao segundo trimestre de 2025 e um crescimento de 13% em relação ao primeiro trimestre deste ano.
A demanda externa por proteína bovina, principalmente da China, foi apontada como uma das principais razões para esse desempenho positivo. A procura do país asiático se intensificou à medida que o limite de salvaguarda imposto sobre as importações se aproximava, configurando um cenário favorável para as exportações brasileiras.
A China foi responsável por 61% do total de carne bovina exportada pelo Brasil no segundo trimestre, consolidando-se como o principal mercado. Os Estados Unidos ocuparam a segunda posição, com 8%, seguidos pelo Chile, que ficou com 4%. O México, a Rússia e a Arábia Saudita também figuram entre os principais mercados de exportação.
Em contrapartida, a Minerva Foods observou uma redução na disponibilidade de gado no Brasil, decorrente da reversão do ciclo pecuário. Durante o segundo trimestre de 2026, aproximadamente 7,3 milhões de cabeças de gado foram abatidas no país, um aumento de 5% em relação ao primeiro trimestre, embora tenha apresentado uma queda de 2% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Essa diminuição na oferta de animais prontos para abate foi associada à valorização do boi gordo, que impactou o mercado.
O preço médio da arroba do boi gordo, conforme o indicador Boi Gordo Esalq/BM&F, foi de R$ 353,70 no segundo trimestre de 2026, o que representa um aumento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 5% em comparação ao primeiro trimestre. Em termos de dólares, o preço médio chegou a US$ 4,70 por quilo.




