No dia 8 de agosto, os dominicanos celebram a festividade de São Domingos, sacerdote do século XIII e fundador da Ordem dos Pregadores, mais conhecida como Dominicanos. Essa data, embora significativa, é frequentemente ofuscada por outra celebração mais importante para a ordem, que ocorre em 24 de maio, em honra à Translação de São Domingos.
A Translação refere-se ao dia em que os restos mortais do santo foram movidos de seu sepultamento original, localizado atrás do altar da igreja de San Nicolo della Vigne em Bolonha, Itália, para um local mais visível na mesma igreja, em 1233. O padre dominicano Angelo Giuseppe Urru destacou que, para muitas províncias da ordem, essa data representa uma grande festividade.
O traslado dos restos de São Domingos foi solicitado pelo Papa Gregório IX, um ano antes da canonização do santo, que ocorreu em 13 de julho de 1234, apenas 13 anos após sua morte. A solenidade é documentada em uma carta do Beato Jordão da Saxônia, que registrou a ansiedade dos irmãos dominicanos quanto à exumação. Eles temiam que o corpo, enterrado em um túmulo mal construído, pudesse exalar um odor desagradável.
Contrariando as expectativas, ao abrir o túmulo, um aroma doce e agradável foi percebido, surpreendendo os presentes. O Beato Jordão relatou que a doçura do perfume encantou os irmãos, que se emocionaram com a experiência. O corpo foi então colocado em um sepulcro de mármore, onde deveria repousar juntamente com o perfume que emanava.
A Ordem dos Pregadores continua a promover sua missão ao redor do mundo, com vocações surgindo em várias regiões, incluindo Os Estados Unidos, Vietnã e África. Durante o Congresso Internacional para a Missão da Ordem, realizado de 17 a 21 de janeiro em Roma, Urru expressou sua gratidão pelas vocações que sustentam o trabalho da ordem. Ele mencionou que, apesar da presença de algumas províncias menores, muitas estão se fortalecendo, refletindo um crescimento positivo na comunidade dominicana.
A atividade da ordem se mantém vigorosa, com diversas iniciativas ao longo de seus 800 anos de história. Urru enfatizou que o futuro da ordem está sob a vigilância divina, ressaltando a continuidade de sua missão espiritual e social.




