O dólar comercial registrou uma queda de 0,46% nesta sexta-feira (7), fechando a cotação em R$ 5,0835. Essa movimentação foi impactada por dados menos favoráveis do mercado de trabalho nos Estados Unidos, que mostraram a eliminação de 23 mil vagas fora do setor agrícola em julho, número que ficou abaixo das expectativas do mercado. Essa situação reforçou a percepção de que o Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos, pode optar por manter as taxas de juros estáveis em sua próxima reunião, o que tende a diminuir a atratividade do dólar em relação a outras moedas, como o real.
Embora o dólar tenha apresentado queda na jornada, acumulou um aumento de 0,27% ao longo da semana. No entanto, no cenário anual, a moeda norte-americana continua a registrar uma queda de 7,38%. Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve um desempenho negativo, fechando em baixa de 1,73%, aos 172.513 pontos. Ao longo da semana, a retração do índice chegou a 3,08%.
As ações da Petrobras foram um dos principais fatores que contribuíram para essa desvalorização, apesar da estatal ter divulgado um lucro 98% maior no segundo trimestre. A expectativa de que a empresa não pagará dividendos extras gerou descontentamento entre os investidores. Além disso, ações da Vale e de grandes bancos, como Itaú, Bradesco e Banco do Brasil, também pressionaram o índice para baixo.
No acumulado do mês de agosto, o Ibovespa já apresenta uma queda de 3,08%, embora mantenha uma alta de 7,07% em 2026. O mercado financeiro brasileiro também está reagindo à sinalização do Banco Central de que as taxas de juros devem permanecer elevadas por um período mais prolongado. Nesta semana, a autoridade monetária reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, mas indicou cautela nas próximas reuniões. Juros mais altos podem aumentar o apelo da renda fixa e, ao mesmo tempo, diminuir o interesse por ações, além de encarecer o crédito, afetando empresas que dependem mais do consumo interno.




