A "Sala de Guerra", evento promovido pela Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul), ocorreu nesta terça-feira (4) em Campo Grande e começou com um clima tenso por conta da ausência de propostas para lidar com o Super El Niño, cuja chegada é esperada para o final de 2006. Durante a abertura, o diretor-presidente da Agems, Carlos Alberto Assis, ressaltou que a participação do público era essencial. Às 9h40, ele comentou sobre a importância das contribuições dos presentes, afirmando que havia muito a discutir e pedindo que todos se sentissem à vontade para expressar suas opiniões.
O coronel Hugo Djan Leite, Coordenador da Defesa Civil estadual, também fez um apelo por maior envolvimento do público. Ele falou às 10h15, lembrando a importância de as empresas e secretarias apresentarem suas logísticas e propostas para contribuir de maneira eficiente na “Sala de Guerra”. Após esses apelos, a participação da plateia aumentou, demonstrando que a interação era realmente necessária.
O evento contou com a palestra da meteorologista Ana Paula Paes, especialista em Eletricidade Atmosférica pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que abordou o tema "El Niño 2026–2027: o que esperar para Mato Grosso do Sul?". O público presente incluía representantes de diversos setores, como o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), e a Energisa, além de membros da Defesa Civil e da Reflore-MS (Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas).
No momento atual, já se sentem os efeitos do El Niño, caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que apresenta uma elevação de 0,5ºC na temperatura. Contudo, o Super El Niño terá sua definição plena se o aquecimento atingir 2ºC, uma situação aguardada para o último trimestre de 2026, especificamente em outubro, novembro e dezembro.




