Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, anunciou nesta terça-feira (4) que gostaria de ter Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, como sua vice na chapa. A declaração foi feita durante uma sabatina promovida pelo O Antagonista em conjunto com o G4 Business. O nome de Daniella é considerado atrativo para os aliados de Flávio, especialmente na busca por conquistar o eleitorado feminino.
"É público que a Dani Marques, que está na plateia, é uma pessoa que eu gostaria muito que fosse minha vice. É a primeira vez que eu falo isso abertamente. Nas nossas tratativas com o Republicanos, eu já deixei isso bastante claro", afirmou Flávio Bolsonaro. A declaração ocorreu em resposta a uma indagação sobre os desafios que os candidatos enfrentam para definir seus vices. Apesar do interesse do senador, o Republicanos já se posicionou de forma neutra em relação à eleição presidencial deste ano, afirmando que não irá compor coligações com outros partidos.
Flávio Bolsonaro ressaltou que tem até o dia 15 de agosto para registrar oficialmente seu candidato a vice junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele também mencionou que, independentemente do apoio formal do Republicanos, figuras importantes de diversas siglas continuarão a apoiá-lo na campanha. Entre os nomes citados estão Tarcísio de Freitas e Damares Alves, que já manifestou apoio irrestrito a Flávio, destacando que a neutralidade do partido não impede a participação de seus membros na campanha.
Nos bastidores, Daniella Marques é vista como uma das principais apostas para ampliar a conexão de Flávio Bolsonaro com o eleitorado feminino. A busca por apoio do Republicanos foi um ponto central nas negociações, com Flávio mantendo diálogo com o presidente nacional do partido, Marcos Pereira. Apesar das conversas, a maioria dos diretórios estaduais do Republicanos indicou que a neutralidade seria a posição adotada, dificultando um eventual apoio ao candidato do PL.
A campanha de Flávio busca fortalecer alianças com outros partidos, e, apesar da decisão nacional do Republicanos, a colaboração entre o PL e o partido em São Paulo permanece. Os dois estão unidos no projeto de reeleição de Tarcísio de Freitas, que é considerado um dos principais líderes do estado.




