O Vaticano está avaliando a viabilidade de uma visita do Papa Leão XIV à Ucrânia, com previsão para 2026. Essa deliberação surgiu após uma missão de seis dias do arcebispo Paul Richard Gallagher ao país, onde ele se encontrou com o presidente Volodymyr Zelenskyy em julho de 2026. Durante essa reunião, as partes discutiram questões relacionadas à ajuda humanitária e iniciativas para promover a paz na região afetada pelo conflito.
A Santa Sé declarou que o convite para a visita papal é tratado com a devida seriedade e que estão sendo analisadas as condições necessárias para definir o momento mais apropriado para a viagem. O intuito é que a visita do Papa resulte em benefícios concretos para a população ucraniana e contribua para a construção da paz no cenário global, assegurando, ao mesmo tempo, que a segurança e o impacto diplomático sejam positivos.
Zelenskyy, juntamente com outras autoridades ucranianas, expressou um agradecimento profundo pelo apoio contínuo da Santa Sé. Eles ressaltaram que a mensagem de solidariedade do Papa Leão XIV serve como um estímulo para os cidadãos ucranianos. A Ucrânia considera o Vaticano um mediador essencial no diálogo internacional e na busca de soluções humanitárias que possam aliviar a situação no país.
A missão da Santa Sé, que contou com a colaboração do cardeal Matteo Maria Zuppi, priorizou a discussão sobre a troca de prisioneiros de guerra e civis detidos. Além disso, um aspecto fundamental do diálogo foi a busca pelo retorno de crianças ucranianas que foram levadas para a Rússia, assim como a entrega de assistência básica em áreas que foram ocupadas ou devastadas pelos conflitos.
Apesar do forte desejo do governo ucraniano de avançar em direção a um cessar-fogo, o Vaticano reconhece a dificuldade de prever se essa alternativa será viável em um futuro próximo. Diplomatas envolvidos no processo afirmam que o trabalho deve ser constante e que a esperança por soluções diplomáticas, e até mesmo por milagres, não pode ser descartada diante da dura realidade da guerra.
Além das questões militares, as discussões também abrangeram a proteção do patrimônio cultural. As autoridades ucranianas solicitaram apoio para a preservação da Lavra de Kiev-Pechersk, reconhecida como um patrimônio mundial pela UNESCO, que recentemente sofreu danos. Também foi abordada a criação de corredores humanitários para auxiliar as comunidades isoladas na região de Kherson.




