O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou, nesta quinta-feira (23), uma nova rodada de sanções contra Cuba, afetando nove entidades e duas pessoas. As medidas têm como alvo os programas de médicos cubanos que atuam em diversos países, considerados por Washington como formas de trabalho forçado e tráfico de pessoas.
As sanções foram divididas em três grupos. O primeiro inclui três organizações do setor de energia cubano, como o Ceinpet, vinculado à Unión Cuba-Petróleo, além das empresas Enersa e Einarbo, responsáveis pela importação de gás natural e lubrificantes. Essas entidades já haviam sido designadas anteriormente por envolvimento com o regime cubano.
O segundo grupo de sanções abrange entidades ligadas ao conglomerado Gaesa, controlado por militares de Cuba. Essas organizações, que incluem o Terminal de Contêineres do porto de Mariel e as empresas Coral Marítima, Ceiba e Orbit S.A., são acusadas de tentar proteger ativos e receitas de sanções impostas pelos EUA.
O terceiro grupo é composto por entidades ligadas às missões médicas cubanas no exterior. O Departamento de Estado afirmou que as autoridades de Cuba manipulam as condições econômicas para forçar trabalhadores a participar e permanecer nesses programas, confiscando entre 50% e 95% dos salários pagos pelos países que recebem esses profissionais.
Estima-se que dezenas de milhares de profissionais de saúde cubanos atuem em mais de 50 países, e historicamente, essas missões médicas se tornaram uma das principais fontes de receita em moeda estrangeira para Cuba. Entre os sancionados estão a estatal Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos S.A. (CSMC), o ministro da Saúde Pública de Cuba, José Angel Portal Miranda, e a Unidade Central de Cooperação Médica (UCCM).
As sanções implicam no bloqueio de ativos dos indivíduos e entidades afetados que estejam sob jurisdição dos Estados Unidos, além de outras restrições. A Fundação para os Direitos Humanos em Cuba destacou que médicos cubanos enfrentaram diversas formas de exploração e controle, incluindo confisco de salários e vigilância constante.




