Na última sexta-feira (17), o Ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou em São Paulo que o governo brasileiro está considerando adotar medidas de reciprocidade após a imposição de tarifas pelos Estados Unidos no dia anterior. Durigan ressaltou que não se trata de uma retaliação, mas sim de um mecanismo de proteção aos interesses econômicos do Brasil. Ele mencionou que o Congresso Nacional aprovou uma legislação que permite a adoção de procedimentos específicos em casos de ações unilaterais de outros países.
O ministro afirmou que seu objetivo é garantir a estabilidade e o crescimento da economia brasileira. "Estamos avaliando com cautela o processo de reciprocidade que o Congresso nos ofereceu para que possamos levar ao presidente. Isso não está sendo feito de forma precipitada, e a reciprocidade será utilizada no momento e na medida adequados", afirmou Durigan.
Durigan criticou a aplicação das tarifas de 25% pelos EUA, classificando-a como injusta e reafirmou que o Brasil não abandonará as negociações. Ele argumentou que, do ponto de vista econômico, o Brasil possui fundamentos para contestar a medida. "Não podemos nos submeter a essa situação, devemos continuar a promover um debate construtivo sobre o tema", declarou.
O ministro também lembrou que há um déficit na balança comercial entre Brasil e Estados Unidos, destacando que as famílias e empresas brasileiras estão pagando mais aos norte-americanos, resultando em um superávit para os EUA. "Isso gera um impacto negativo na nossa economia", observou Durigan.
Além disso, ele defendeu a consolidação da economia brasileira, que, segundo ele, permite ao país proteger sua população, citando a recente situação dos combustíveis como exemplo.
A taxação dos Estados Unidos, , apresenta um viés político, com implicações eleitorais. Ele criticou aqueles que apoiam tais medidas por interesses pessoais, afirmando que isso prejudica os interesses nacionais. "É lamentável que se utilize um argumento político-eleitoral em detrimento das empresas e trabalhadores brasileiros que dependem do comércio exterior", concluiu Durigan.




