Mato Grosso do Sul registrou, ao final do primeiro semestre de 2026, um total de 2.088.185 bovinos abatidos, o que representa uma diminuição de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse resultado, mesmo com a queda, mantém o estado em um dos patamares mais altos da série histórica recente, sendo aproximadamente 10% superior à média dos últimos cinco anos. O boletim Sigabov, elaborado pela Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), baseado em dados da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), confirma que 2026 se destaca como um dos melhores primeiros semestres em comparação aos últimos anos, com números próximos ao recorde alcançado em 2025.
No total abatido, foram contabilizados 1.028.741 machos e 1.059.444 fêmeas. Os números de machos se mantiveram praticamente estáveis, apresentando uma leve variação positiva de apenas 0,01% em relação a 2025. Em contrapartida, o abate de fêmeas registrou uma redução de 2,59%. O mês de junho se destacou pelo maior abate de machos desde novembro de 2025, com 191.181 animais, o que representa um aumento de 10,28% em comparação ao mesmo mês do ano passado. Esse volume também ficou cerca de 8% acima da média dos últimos 12 meses, indicando uma maior oferta de bovinos aptos para o abate.
Em relação ao abate de fêmeas, foram contabilizados 171.614 animais em junho, apresentando uma queda de 2,98% quando comparado a junho de 2025. Apesar da redução, o total de fêmeas abatidas ainda supera os números registrados entre 2020 e 2024, evidenciando que o descarte de matrizes se mantém elevado. Os machos representaram 53% do total de animais abatidos no estado, enquanto as fêmeas corresponderam a 47%. A maioria dos bovinos fêmeas abatidos era composta por animais com mais de 36 meses, embora tenha sido observada um aumento na participação de fêmeas entre 13 e 24 meses.
Ribas do Rio Pardo se destacou como o município com maior número de bovinos enviados para abate, totalizando 17.591 animais. Terenos e Paranaíba seguiram na lista, com 16.135 e 14.749, respectivamente. Campo Grande registrou o maior número de bovinos recebidos para abate, com 86.038, seguido por Nova Andradina, com 29.785, e Naviraí, com 25.223. O levantamento revela que a movimentação de animais para abate permaneceu concentrada dentro do estado, com 98,91% dos bovinos abatidos em junho destinados a frigoríficos localizados em Mato Grosso do Sul. Apenas 1,09% dos animais foram enviados para unidades em São Paulo.




