A investigação realizada pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) concluiu que um menino de 12 anos, que havia sido apontado como vítima de agressões por um colega de escola e pelos pais deste, foi, na verdade, agredido pela própria mãe. O caso teve grande repercussão em março deste ano, quando a mulher registrou um boletim de ocorrência acusando uma família de espancar o filho nas proximidades de uma escola municipal em Campo Grande.
De acordo com as apurações, a mulher responde ao processo em liberdade, tendo perdido a guarda dos dois filhos, que agora estão sob o cuidado do sistema de assistência social. As investigações indicaram que as agressões atribuídas à outra família não ocorreram conforme narrado no boletim de ocorrência.
A mulher, que foi inicialmente acusada, afirmou ter colaborado com as investigações desde o início e que a família foi inocentada após a análise das provas coletadas. Ela mencionou que imagens, depoimentos de testemunhas e outros elementos reunidos pela polícia mostraram que nem ela nem seu marido agrediram o adolescente. Em suas palavras, “fomos chamados na delegacia, colaboramos com tudo, a escola buscou testemunhas e o investigador também fez o trabalho dele. Depois nos disseram que a própria criança contou que quem a agrediu foi a mãe”.
A acusação trouxe sérias consequências para a família, com a mulher relatando que o filho começou a receber acompanhamento psicológico e que ela mesma enfrentou problemas de saúde devido à repercussão do caso. “É muito difícil ser acusado de uma coisa que a gente não fez”, declarou.
Além disso, o Conselho Tutelar e o Ministério Público informaram oficialmente à família sobre os resultados da apuração, comunicando que a mulher investigada perdeu a guarda dos filhos. Também foi determinada uma medida para impedir que a mãe se aproxime da residência da família acusada. A Secretaria Municipal de Educação (Semed) foi contatada para comentar o caso e aguarda retorno.




