O dólar comercial encerrou o dia nesta terça-feira (14) com uma queda de 1,05%, cotado a R$ 5,0777 no mercado brasileiro. A desvalorização da moeda americana se deu após a divulgação de dados que mostraram uma redução na inflação ao consumidor nos Estados Unidos, que ficou abaixo das expectativas. Durante o dia, a moeda chegou a ser negociada a R$ 5,0652, o menor valor registrado.
Na semana, o dólar acumula uma queda de 0,60% e, no mês de julho, a desvalorização já atinge 1,65%. Desde o início do ano, a moeda americana apresentou uma recuo de 7,49% em relação ao real. Em contrapartida, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 0,51% e fechou aos 176.641 pontos, acumulando uma alta de 2,68% em julho e de 9,63% desde janeiro.
Essa reação do mercado reflete a divulgação do índice de preços ao consumidor nos Estados Unidos, que registrou uma queda de 0,4% em junho, após um aumento de 0,5% em maio. A inflação acumulada em 12 meses ficou em 3,5%. Além disso, o mercado acompanhou o primeiro depoimento de Kevin Warsh ao Congresso na qualidade de presidente do Federal Reserve. Durante sua fala, Warsh reafirmou seu compromisso com as metas de inflação da instituição, mesmo diante de possíveis pressões do presidente Donald Trump.
O cenário internacional também foi influenciado por novas tensões no Oriente Médio, que impactaram os preços do petróleo. Donald Trump anunciou a retomada do bloqueio naval ao Irã no Estreito de Ormuz, uma região que concentra cerca de 20% do comércio mundial de petróleo, e informou que os Estados Unidos pretendem aplicar uma taxa de 20% sobre as cargas transportadas.
Como consequência desse cenário, o barril do Brent, referência internacional, teve um aumento de 1,7%, fechando a US$ 84,73. Já o West Texas Intermediate, que é a referência nos Estados Unidos, avançou 1,48%, terminando o dia cotado a US$ 79,34.




