Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul, agora conta com uma nova alternativa para criadores de conteúdo audiovisual. Pela primeira vez, a cidade disponibiliza um estúdio público e gratuito, totalmente equipado com tecnologia profissional, destinado a produtores que desejam desenvolver vídeos, podcasts, documentários e outros formatos. O estúdio está localizado no Museu da Imagem e do Som (MIS-MS) e integra o projeto Rota Cine MS, uma iniciativa da Fundação de Cultura em parceria com o Instituto Curumins.
As inscrições para utilizar o estúdio já estão em andamento e podem ser realizadas até o dia 3 de agosto. O objetivo principal deste espaço é democratizar o acesso a equipamentos que, em geral, representam um investimento significativo para aqueles que atuam de forma independente. O estúdio pode ser utilizado para uma variedade de produções, incluindo videoclipes, curtas-metragens e programas para a internet, além de servir para testes de linguagem e gravações-piloto.
Dentre os recursos disponíveis, o estúdio possui isolamento acústico, fundo infinito (cromaqui), um espaço dedicado para gravação de podcasts, iluminação profissional em LED, equipamentos de captação de áudio, câmeras, tripés, sliders e uma ilha de edição equipada com o software DaVinci Resolve Studio, amplamente reconhecido na área de pós-produção.
Serão oferecidas um total de 80 horas de uso gratuito do estúdio, com o período de utilização previsto entre setembro e outubro deste ano, respeitando um cronograma definido e a disponibilidade de agenda. A iniciativa visa não apenas fomentar novas produções, mas também solucionar um dos principais desafios enfrentados por produtores independentes: a dificuldade de encontrar um espaço adequado e bem equipado para concretizar suas ideias.
Podem participar do projeto microempreendedores individuais (MEIs), produtores audiovisuais, coletivos, empresas e criadores independentes que residam em Mato Grosso do Sul. As propostas podem ser inscritas nas modalidades de gravação, experimentação ou edição. A seleção das propostas será realizada por uma comissão composta por profissionais da área, que avaliará critérios como a relevância do projeto, viabilidade técnica e a trajetória do proponente.
O edital também contempla ações afirmativas, oferecendo pontuação adicional para projetos apresentados por pessoas negras, indígenas, pessoas com deficiência e equipes majoritariamente compostas por integrantes desses grupos. Como contrapartida, os projetos selecionados deverão doar uma cópia da obra finalizada ao acervo do Museu da Imagem e do Som, contribuindo para a preservação da memória audiovisual de Mato Grosso do Sul.




